sábado, 28 de março de 2009

Cateter de Swan-Ganz

O tratamento do doente crítico envolve a monitorização e a avaliação hemodinâmica. O cateter de Swan-Ganz, ou cateter da artéria pulmonar, foi desenvolvido na década de 1960. Por volta dos anos de 1970, com o avanço da tecnologia, foi adicionado um termosensor permitindo um rápido acesso ao débito cardíaco e a outras informações consideradas importantes para o diagnóstico e tratamento de tais pacientes.
Nestes últimos anos, ocorreram sofisticações nos sistemas de monitorização e no próprio cateter e, como resultado, temos a mais segura e relativamente fácil assistência hemodinâmica à beira do leito do paciente. Neste contexto, foram desenvolvidos alguns modelos de cateteres de Swan-Ganz, a seguir:

1- Cateter de Swan-Ganz de dupla via:

Esta foi a forma original e mais simples do cateter. Ele possui duas vias:
· Via distal: via de transmissão da pressão da artéria pulmonar (PAP) e da pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP) para o sistema de monitorização.
· Via para o balão: via para insuflar o balão.

2- Cateter de termodiluição com quatro vias:

Este é o tipo de cateter mais utilizado. Ele possui quatro vias:
· Via distal (AP): transmite a pressão da artéria pulmonar (PAP) e da pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP). Pode ser colhido sangue venoso misto desta via, já que a ponta do cateter está na artéria pulmonar. Drogas ou soluções hiperosmóticas não devem ser administradas nesta via, pois podem causar lesão vascular local ou reação tecidual.
· Via do balão: via para insuflar o balão.
· Via proximal (AD): localiza-se a 30 cm da ponta do cateter, na auricula direita e transmite a pressão da mesma. Pode-se administrar drogas, fluídos e eletrólitos. A solução para a realização da medida do débito cardíaco é injetada nesta via.
· Via do termosensor: está localizada de 4 a 6 cm da ponta do cateter e transmite a variação da temperatura no sangue. Esta variação é importante para a medida do débito cardíaco, onde é injetada uma solução fria e identificada a variação da temperatura na passagem do sangue neste local. Também é utilizado para a medida da temperatura sanguínea.

3- Cateter de termodiluição com via extra para medicação:

É um modelo de cateter que permite a infusão de drogas por vias acessórias que se localizam na auricula. Neste caso, a utilização da via proximal torna-se exclusiva para a medida do débito cardíaco.
4- Cateter de termodiluição com quatro vias e " indicador de posição":

Neste modelo, a via proximal encontra-se a 10 cm da ponta do cateter, ou seja, no ventrículo direito. Através da visualização da curva de ventrículo direito é possível verificar a posição correcta do cateter ou quando ocorre a migração do mesmo.

5- Cateter de artéria pulmonar com fibra óptica:

Este modelo possui uma via a mais que contém no seu interior duas linhas de fibra óptica para realizar a medida da saturação venosa mista. Uma das linhas emite uma luz vermelha e infravermelha que incide nas células vermelhas do sangue e é refletida para a segunda linha.
Dessa forma, é identificada a quantidade de oxihemoglobina e desoxihemoglobina no sangue venoso misto. O módulo no computador calcula a fração de oxihemoglobina, mostrando e atualizando continuamente.

6- Cateter de artéria pulmonar com Pace:

Este modelo pode ser usado como pace sequencial auricular, ventricular e auriculo-ventricular. Tem cinco eletrodos:
· Dois eletrodos intra-ventricular: localizados a 18,5 cm e 19,5 cm da ponta do cateter.
· Três eletrodos intra-auricular: localizados a 28,5 cm, 31,0 cm e 33,5 cm da ponta do cateter.


7- Cateter de Swan Ganz com fração de ejeção por termodiluição:

É um dos modelos mais novos, que permite obter os cálculos dos volumes diastólico e sistólico finais do ventrículo direito. Este cateter possui:
· Dois eletrodos intra-cardíaco: um localizado no ventrículo direito e o outro na artéria pulmonar, que são sensíveis à despolarização ventricular.
· Uma saída localizada na auricula: com múltiplos orifícios, que quando injetada uma solução fria forma-se um borrifo neste local.
· Um sensor de temperatura (termosensor): que mede a variação da temperatura em cada batimento.

8- Cateter de Swan Ganz com medida de débito cardíaco contínuo:

Este modelo, possui um filamento térmico que envolve o cateter e encontra-se conectado e controlado por um computador. Está localizado no ventrículo direito. Conforme uma programação de tempo, este filamento é aquecido, modificando a temperatura local do sangue. A variação da temperatura é detectada pelo termosensor, localizado próximo da ponta do cateter, onde será reproduzida a curva de termodiluição do débito cardíaco.

2 comentários:

Lifepassenger disse...

Excelente Post

Vera Carvalho disse...

Esperamos que tenha uma Páscoa feliz, são os meus votos e do Cogitare em Saúde.